viernes, 30 de enero de 2015

oveja negra x oveja blanca

Porque los pijos felices son todo lo que no soy;
Porque los hijos de apple son todo lo que no quisieran ser;
Pero tú, que no querías parecerte a tu padre, eres una copia mal hecha de él
y tú, que criticabas a tu madre, eres igualita a ella en casi todo, menos en la espontaneidad.
Yo heredé la miopía, los dientes amarillos, el sobrepeso y todo aquél que ellos eran cuando aún no habían conseguido ser lo que querían. 
Tú heredaste todo lo que llegaron a lograr parecer ser, con lo cual, no eres más que ceniza, no eres más que aire, que deseos infantiles, ya que ellos finalmente, vuelven a querer ser lo que siempre fueron y es ahí donde te pierdes y nosotros nos reencontramos.

viernes, 16 de enero de 2015

Com um clitóris – por um orgasmo diário

Os homens nascem sabendo como gozar, está na mão (sic) deles, desde que são filhotes impúberes. 

Na mão das mulheres não está nada, e na cabeça, mora o mistério:

Por onde sai o xixí?
Onde é que eu tenho que tocar, mesmo?  
Mas como se faz isso?

As mulheres começam a se masturbar, decentemente, depois de muito tempo, e de algumas tentativas frustradas... 
Mulheres têm que descobrir como tocar, como pensar (para gozar, não estão permitidos timidez, medo ou recato), qual é a melhor posição, o que as excita mais. 

Saber manusear um clitóris de forma adequada é um trabalho realmente difícil, inclusive para as próprias fêminas. Alguns diriam que clitóris são “de lua”, que o que vale hoje, deixa de valer amanhã, e assim é, a masturbaçao feminina evolui com a mulher, a imaginação de outrora, deixa de valer no dia seguinte.

Ter um orgasmo clitoriano diário é um exercício de auto-conhecimento, de criatividade e, sobretudo, de reinvenção: A mulher do orgasmo de ontem, não é a mulher do orgasmo de hoje e por incrível que pareça, nem as próprias mulheres sabem disso. 

Conheço a muitas (bem passaditas dos 30 anos) que comentam que alguma vez tiveram um orgasmo através da masturbação solitária, mas que não lembram, ou não sabem exatamente como chegaram a ele.


O clitóris é o órgão do prazer por primazia, é uma parte do corpo que existe única e exclusivamente para proporcionar prazer!!!! 

Tanto culto ao falo...O clitóris é o órgão pagão, por excelência, e é o pedaço do corpo humano que mais merece culto. Porém, além de não ser assunto corrente (nem nos cafés e chás, exclusivamente femininos), não protagoniza nenhum filme pornô, simplesmente porque pornografia não faz mulher gozar. 

Por que? Porque clitóris não é penetrável, clitóris é massageável, é incógnito, é minúsculo, quase imperceptível, e pode fazer uma mulher tremer da cabeça aos pés, gemer de prazer e salivar abundantemente por longos segundos, às vezes, minutos. 

Órgão de filme pornô que se preze, no mundo dos machos, feito para machos é cu e vagina, penetrados sem dó nem piedade. Quanto menor o buraco e maior o pinto, mais excitante. Os falos enormes e duros dos machos penetram procurando o seu lugar, penetram ansiando voltar ao quente, úmido e seguro ventre materno. 

O culto à penetração nada mais é, do que o culto à volta ao princípio, a volta à origem do patriarca que um dia, foi embrião.  No patriarcado não há prazer verdadeiro para o macho, em estimular um órgão tão auto-suficiente, como o clitóris. 

O clitóris é a verdadeira arma das mulheres contra o machismo e contra o patriarcado! Através do clitóris podemos ser auto-suficientes em relação à nossa própria sexualidade, e este é o verdadeiro medo masculino. O clitóris ameaça o patriarcado a cada dia, a cada orgasmo visceral, múltiplo e solitário. 

O clitóris é a bandeira da verdadeira libertade feminina.

viernes, 2 de enero de 2015

Sou aquela

Não sou peixe de aquário
Não sou gato de apartamento
Não sou bunda de calendário
Não sou mulher pra casamento

Não sou pomba de aviário
Não sou perdiz de confinamento
Não sou mulher de mostruário
Nem sou amostra de usuário

Não sou couvert antes da entrada
Não sou tua sobremesa
Não posso ser doutrinada
Nem pretendo ser educada

Não sou musa inspiradora
Não sou troféu de caça
Não acredito no teu Deus
Nem gosto da madre Teresa...

Sou o oceano do teu peixe
Sou as negras unhas da tigresa 
Sou o telhado de zinco quente
Sou gin tônica e
Sou cachaça na tua mesa

Sou águia numa rasante
Sou ave de rapina
Sou pavoa misteriosa
Sou sempre entorpecente

Sou coragem
Sou delicadeza
Sou uma força à margem
Sou toda a liberdade


Sou ainda uma semente