sábado, 21 de junio de 2014

Crônica de uma lembrança crônica

Então naquela época en pensava em ti quase todo o dia, 
E o dia era longo, quase sem fim
Depois veio o tempo em que pensava em ti de dia
e também de noite. 
Café da manhã, almoço e sonho.
Durante aquele tempo eu tinha muito tempo, não para mim, mas para ti.
Então, já que eu nada entendia, e tudo me parecia filme B dos anos 60,
Resolvi trocar de cenário:
Voltei às origens e lá, ahhhh, lá eu comecei a pensar em ti 
todos os dias e noites, 
todas a horas e minutos, 
quase sem descanso, 
sem trégua.
Esgotada, humilhada, desgastada, adadadadadadadadadada
Resolvi voltar !
e então finalmente encontrei o meu lugar e decidi: Te esqueço!
E daí, outra vez, mais uma vez, 
os sonhos começaram a me trair. De dia eu não pensava em ti mas à noite...
E então resolvi preencher dias e noites, 
completos, 
cansaço, filho, inchaço. 
Deu!
Comecei a não pensar mais, assimilei, como se faz com vitamina, com vício, com dor crônica...A falta faz parte de mim e enquanto viva, viverei isto, sem questionar, em silêncio, em sigilo e solitária e vitaminando-me, que dizem que é bom para a saúde!

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